Alguma vez olhas-te para uma mulher e disseste para ti próprio é esta, esta com quem eu vou ver até aos meus últimos dias, é esta mulher com quem eu vou construir a minha família, esta mulher é a tal? Eu não, e nem a minha doce Diana me fez pensar assim.
Nós nos conhecemos na festa de aniversário do seu primo, que era, e ainda é, um grande amigo meu. A primeira vista eu pensei que ela era uma chata de primeira com um riso irritante e uns gostos um tanto duvidosos e ela pensou que eu era um arrogante de primeira, um grande nojento, que nada lhe agradava. Nessa noite nós pensamos um para o outro coitada da pessoa que ficar com aquela peça. Como nos rimos posteriormente a custa disto.
Durante um ano eu nunca mais vi aquela prima até ao dia que o meu hilariante amigo decidiu marcar um blind date entre mim e ela no restaurante a lavitabella, tudo isto com o intuito de me fazer esquecer a minha antiga namorada, a Sofia.
Eu fui lá com ele pensar que se tratava outro jantar da nossa equipa de futsal, mas para minha surpresa eu encontrei a prima dele que tão mal tinha pensado naquela festa. Eu não sei como é que não fui logo embora nem como ela não se levantou da mesa quando o primo se foi embora e disse "Eu vou deixar os pombinhos em paz", mas ainda bem que não saímos, pois quanto mais falamos mais descobrimos o quanto tínhamos em comum e mais nos fomos interessando um com o outro.
Eu não faço ideia quem inventou essa treta do amor a primeira vista, isso não passa de treta, o que existe é uma atracção e nada mais, pois o amor constrói-se ao longo de várias e longas conversas e com cada obstáculo que se lhe aparece a frente torna-se mais forte até ao ponto em que começamos a pensar é ela, ela é a mulher que vai estar ao meu lado até ao fim, esta será a mãe dos meus filhos, esta é a tal. E não da forma que referi acima!
O nosso amor foi fortalecendo, e nem um acidente que mais tarde é chamado de milagre da vida, nos veio separar, o que nos separou foi uma maldita noite de Janeiro em que o ceifeiro de negro veio nos separar para sempre.
Nesse dia nós tivemos uma grande discussão antes de eu sair da casa dela para ir para um part-time que tinha num bar, eu sai dela fulo e cego pela raiva, entrei no autocarro e sai sem dizer amo-te e sem a beijar. Ela triste e preocupada saiu de casa sem ninguém reparar, para ir ter comigo e as coisas acertar. Ela chega a paragem de autocarros mas mais nenhum ia passar para perto desse local, portanto ela foi a pé. Ela andou e andou até que enquanto passava a passadeira um camião ignorou o semáforo que estava com a luz encarnada ligada embatendo na minha amada com toda a força, fugindo para não enfrentar as culpas, sorte foi uma senhora de 75 anos ter assistido a esta triste cena e ligado para o 112.
Quando eu descobri o que havia acontecido já estavam a opera-la para ver se podiam salvar a nossa filha, as minhas meninas acabaram por morrer as duas, com uma semana de diferença uma da outra e eu nunca me pode despedir delas.
Esta é a histórica da única mulher que amou Maomé e a mulher a quem ele continuava a pedir perdão a medida que ia perdendo a consciência, mas essa é outra história...
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