Ainda me recordo da primeira vez que a vi.
Tinha eu saído com os rapazes para beber uns copos e tentar esquecer a minha maldita ex, a vaca tinha-me traído com o meu querido primo, quando a vi. O seu cabelo negro como a noite, caia sobre os seus esbeltos ombros como uma bela cascata. Os seus olhos pareciam duas belas esmeraldas a brilhar à luz do luar e a sua bela pele dourada, fazia esquecer os quilos que tinha a menos.
Ela era uma maravilha para os meus olhos e uma alegria para o meu pobre coração, que parecia ter sido ressuscitado após ter sido atropelado pelo camião que era aquela tão amarga traição que falei à pouco.
A cada passo que ela dava na minha direcção, mais se apertava a minha garganta por causa do ritmo cardíaco que o meu coração recém reanimado orquestrava no meu peito.
Com sorriso que fez parar o mundo à minha volta ela perguntou o que queríamos, e eu subtil como sou, levantei-me sem fazer o pedido e dirigi-me para os lavabos, deixando os meus queridos amigos com a oportunidade única de me pedirem tudo, menos o que eu queria.
Quando voltei para a mesa em vez de uma cola fresca com duas pedras de gelo, encontrei um whisky e os meus amigos com 5 cervejas no sistema e aquela mulher maravilhosa tinha desaparecido como se fosse uma miragem.
Levantei-me para pagar o que acabei por não tomar e conduzi os meus amigos para o conforto das suas queridas camas.
Durante meses me arrependi de ter fugido daquela maneira, e durante meses parecia que isso era o que o destino tinha guardado para mim, isto é até à coisa de três mês quando dei de caras com ela no casamento da minha tia Celeste.
Nessa noite depois de um choque surpresa lá começamos a falar. E no meio de risos e palavreado, lá ganhei coragem de lhe pedir o número.
Durante um tempo passamos todos os minutos de cada hora, de cada dia ao telemóvel quer a falar, quer a trocar mensagens, até que ganhei a coragem de a convidar para sair.
Nessa noite vimos um filme, trocamos pipocas e jantamos num restaurante italiano. Quando a levava a casa agarrei-a na sua cintura e roubei-lhe um doce e longo beijo, o mundo começou a andar em câmara lenta num momento que eu desejava que nunca mais acabasse, mas quando acabou ela desviou o olhar com timidez. Eu pedi desculpa, pois achei que fiz merda, ela tocou-me nos lábios com o seu dedo indicador para silenciar-me antes de me retomar o favor de me roubar um beijo!
O amanhã eu posso não saber como será, mas enquanto ela estiver do meu lado, eu nunca mais me importarei do destino funcionar desta forma tão estranha!
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