segunda-feira, 29 de abril de 2013

A primeira... é de vez

Luísa, mais conhecida como a santinha por causa do seu famoso pacto de castidade, era uma enorme romântica e como tal, acreditava ser capaz de mudar o maior playboy da sua escola... o Fábio.
Fábio era um engatam de primeira, todas as raparigas mais atraentes e difíceis das redondezas dançavam o baile dos cisnes nas suas malditas e repugnantes mãos, pois para ele as mulheres eram objectos, objectos que depois de usados deixavam de ter valor e a Luísa era o seu novo brinquedo, ele queria apoderar-se dela, fazer-la esquecer o seu compromisso...ele queria possuir-la.
A inicio foi complicado, pois ela sabia bem com quem lidava, mas com as suas falinhas mansas ele descobriu o seu defeito e adoptando uma perspectiva de que com a mulher certa ele alteraria os seus velhos modos ele conseguiu convencer-la a entregar-se inteiramente a ele, tudo isto em apenas 2 meses.
Pobre Luísa... ela suportou a dor das primeiras penetrações mordendo o seu lábio inferior e lentamente, ela foi habituando à dor e esta começou a dar lugar ao prazer e por causa do prazer ela cometeu um erro terrível, um erro que ela se arrependeria a teu ao fim dos seus dias. A Luísa deixou a fazer-lo sem preservativo.
Uma vez foi tudo o que foi necessário, uma vez foi o suficiente para ela ver o verdadeiro lado do seu namorado, pois com esta sangrenta primeira vez ela engravidou, Fábio disse que era impossível ele ser o pai da sua criança, espalhou rumores de que ela era uma galdéria e arruinou a sua reputação.
Os pais dela expulsaram-na de casa, ela ficou sem onde ir, com uma criança no ventre que ela sabia que não conseguiria criar. Por isso, ela cruzou a fronteira e foi para uma clínica  e abortou o seu filho, a culpa de ter matado o seu filho apoderou-se dela e por isso entrou a depressão.
Para não andar na miséria ela foi para a vida, assim ganhava o suficiente para ter um tecto onde dormir e um prato para comer, mas isso não ajudava a sua cabeça. Na sua mente ela via como seria tudo se ela nunca tivesse ido para a cama com aquele canalha e jurou que se o visse mais uma vez o mataria e depois se matava a si própria. No dia seguinte, comprou uma navalha que passou a usar na sua mala e por ironia do destino o seu primeiro cliente foi aquele filho da mãe, um filho da mãe que nem sequer a reconhecia.
Ele levou-a para um motel rasca e consumou-a uma segunda vez adormecendo em seguida, aproveitando que este se encontrava a dormir esta escreveu uma nota de suicídio onde contava o seu lado da história, logo a seguir cortou-lhe a garganta e enforcou-se no lavabo do quarto.
Nessa nota Luísa pedia desculpa aos pais e ao filho que havia matado, o filho que não tinha culpa nenhuma do que se havia passado...

domingo, 21 de abril de 2013

Vomito nos Leões

Era uma fria e húmida noite de outono e para tirar a cabeça dos tratamentos e exames que estava a fazer decidi ir com o meu primo ao piolho. O meu primo foi ter com os seus amigos e como sempre, fez questão de me fazer o menos à vontade possível para fazer a amabilidade de o deixar em paz, o que fiz de bom grado.
Entrei num dos bares, pedi uma Coca-cola, não tinham o Guaraná Antartica que eu tão aprecio, e sentei-me num dos bancos de pedra naquele jardim que por trás da reitoria da UP e fiquei lá a olhar para o céu estrelado deixando a minha mente voar livremente, interrompendo de vez em quando para olhar para o Timex que me tinha sido oferecido no dia do meu 15º aniversário. Para muitos isto poderia ser a definição de uma noite aborrecida, mas acreditem quando vos digo que era mil vezes melhor que aturar o meu primo e seus amigos.
Estava eu a ponderar na mítica discussão online "Quem é o mais forte, Goku ou o Superman?"quando três rapazes e uma rapariga vieram para o meu banco, podres de bêbados, falar sobre sei lá o quê, que foi feito por sei lá quem em tal sitio num dia que não me interessa. Eu voltei a olhar para o céu estrelado desejando que eles não reparassem em mim, e subsequentemente, não me chateassem. Como eu estava enganado.
A rapariga que era quem aparentava ser a mais sóbria do grupo vomita em cima de mim e como que por magia eu deixo de ser invisível , o que a deixou extremamente atrapalhada. Eu, vermelho que nem um tição, tentei fugir o mais depressa possível, mas ela puxou pelo carapuço do meu camisolão e arrastou-me até à sua casa que não ficava muito longe dali.
Na casa dela, levou-me para o seu quarto, tirou o meu camisolão e levou o para lavar, pediu-me mil perdões e como eu só queria ir para a Foz e meter-me num buraco bem fundo eu disse-lhe que depois me dava. Fugi a 7 pés, apanhei o 1M das 2 e foi para a Foz, para a casa dos meus tios. Entrei sorrateiramente e dormi até às 6 para ir para a Batalha, apanhar o autocarro para a Feira.

Eu pensava que a aventura ficava aqui, disse adeus ao camisolão e a rapariga da Bebedeira. Mas durante uma aula de Inglês, enquanto esperava um telefonema da minha mãe para ver se o meu avô estava bem, liga-me um número desconhecido, que por surpresa era a miúda que ficara com o meu camisolão.
Ela pediu-me mais mil perdões e disse para ir ter onde a conhecera, eu concordei e marquei com ela na próxima semana. Ela chateou-me o tempo todo com mensagens até à data marcada, quando me encontrei com ela no mesmo local onde havia acontecido aquela nojeira. Foi então que eu reparei como ela era bela. O seu cabelo era longo e platinado, os seus olhos verdes como esmeraldas, a pele morena e tinha um piercing na sobrancelha esquerda. Vestia umas calças de ganga e um top negro com uma caveira, e nos braços, como uma toalha, estava o meu camisolão.
Eu corei ligeiramente e peguei o meu camisolão, falei com ela um bocado e decidimos ir ver um filme ao Dolce Vita do Dragão. Não me recordo qual era o filme, e cobre o que é que se tratava só me recordo que no final lhe pedi para ser minha namorada. Ela aceitou, foi o primeiro de muitos dias felizes.
Era dia 23 de Abril, dia de S.Jorge, o dia em que eu, minha querida Joanita, conhecia a tua mãezita.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Contos de um casal estável

Era uma chuvosa noite de sexta e para combater um pouco a depressão que sentia pelo rompimento do noivado com a minha ex. decidi aceitar o convite dos meus amigos para ir ao cinema ver o novo filme de Quentin Tarantino... e ainda bem que o fiz.
Estávamos na fila da bilheteira no cinema UCI no Arrábida quando eu a vi o seu longo cabelo platinado parecia baloiçar em câmara lenta sempre que mexia a cabeça, as gargalhadas que ela lançava de vez em quando tinham uma musicalidade tremenda, e os seus belos olhos verdes, como duas esmeraldas brilhantes pareciam hipnonitizar-me.
Eu fiquei a pensar naquela bela desde que comprei o bilhete até me sentar na sala com o meu grande balde de pipocas e a minha coca-cola, foi então que ouvi aquela bela voz dirigir-se a mim.
- Vais conseguir comer isso tudo sozinho?
Eu quase me engasguei e acabei por cuspir tudo o que tinha na boca enquanto tossia, antes de responder:
-Desculpa, não eu nem consigo acabar um dos médios... Mas se quiseres podes...hmm...ajudar-me?
Ela sorriu e roubou-me uma pipoca dizendo: -Desde que não cuspas tudo outra vez- e piscou-me o olho.
Se não tivesse visto à cerca de uma semana esse filme num canal de televisão eu nunca saberia do que se tratava, pois nessa noite eu consegui esquecer-me da não sei quem que me deixou por causa do não sei quantos num dia que não tem importância, pois eu olhava para o meu lado e via uma rapariga linda que por mais estranho que pareça, aparentava gostar de um cromo... como eu.
Depois de uma curta troca de palavras eu ganhei coragem para pedir para ela sair comigo, trocamos contactos e marcamos uma data.
Esse encontro foi no dia de S. Jorge e fomos passear pela rua Sta. Catarina andamos a ver as lojas e a conversar até que chegamos a uma velha que vendia rosas, eu parei lá comprei a mais vermelha e disse-lhe bastante vermelho:
-Feliç diada de Saint Jordi.
Ela corou e respondeu com um tímido: Gràcies!- espantando-me por completo pois eu não sabia que ela falava a minha língua materna, mas as surpresas não ficaram aqui., pois ela tirou um livro da sua mala e disse- eu queria oferecer-te isto, mas pensava que não irias perceber o significado, por isso não ia fazer nada.
Eu beijei-a e pedi para ser minha namorada.
Dito isto o tempo foi passando e por cada 3 coisas que aprendia ela, ela aprendi 7 ou 8 e a medida que eu ia descobrindo mais e mais sobre ela eu mais notava que éramos como água e vinho, mas isso não era mau, pois eram estas nossas diferenças que nos adorávamos e foi por isso mesmo que decidimos dar o nó.
O Casamento foi numa quente tarde de verão e estavam presentes todos os parentes, desde o mais novo dos primos até ao tio-avó Guilherme de 97 anos, foi uma grande festa e o primeiro dos muitos dias felizes que eu nunca esquecerei.

Mas uma coisa eu confesso até este dia eu não intendo, porquê que ela escolheu este tótó.