Era uma chuvosa noite de sexta e para combater um pouco a depressão que sentia pelo rompimento do noivado com a minha ex. decidi aceitar o convite dos meus amigos para ir ao cinema ver o novo filme de Quentin Tarantino... e ainda bem que o fiz.
Estávamos na fila da bilheteira no cinema UCI no Arrábida quando eu a vi o seu longo cabelo platinado parecia baloiçar em câmara lenta sempre que mexia a cabeça, as gargalhadas que ela lançava de vez em quando tinham uma musicalidade tremenda, e os seus belos olhos verdes, como duas esmeraldas brilhantes pareciam hipnonitizar-me.
Eu fiquei a pensar naquela bela desde que comprei o bilhete até me sentar na sala com o meu grande balde de pipocas e a minha coca-cola, foi então que ouvi aquela bela voz dirigir-se a mim.
- Vais conseguir comer isso tudo sozinho?
Eu quase me engasguei e acabei por cuspir tudo o que tinha na boca enquanto tossia, antes de responder:
-Desculpa, não eu nem consigo acabar um dos médios... Mas se quiseres podes...hmm...ajudar-me?
Ela sorriu e roubou-me uma pipoca dizendo: -Desde que não cuspas tudo outra vez- e piscou-me o olho.
Se não tivesse visto à cerca de uma semana esse filme num canal de televisão eu nunca saberia do que se tratava, pois nessa noite eu consegui esquecer-me da não sei quem que me deixou por causa do não sei quantos num dia que não tem importância, pois eu olhava para o meu lado e via uma rapariga linda que por mais estranho que pareça, aparentava gostar de um cromo... como eu.
Depois de uma curta troca de palavras eu ganhei coragem para pedir para ela sair comigo, trocamos contactos e marcamos uma data.
Esse encontro foi no dia de S. Jorge e fomos passear pela rua Sta. Catarina andamos a ver as lojas e a conversar até que chegamos a uma velha que vendia rosas, eu parei lá comprei a mais vermelha e disse-lhe bastante vermelho:
-Feliç diada de Saint Jordi.
Ela corou e respondeu com um tímido: Gràcies!- espantando-me por completo pois eu não sabia que ela falava a minha língua materna, mas as surpresas não ficaram aqui., pois ela tirou um livro da sua mala e disse- eu queria oferecer-te isto, mas pensava que não irias perceber o significado, por isso não ia fazer nada.
Eu beijei-a e pedi para ser minha namorada.
Dito isto o tempo foi passando e por cada 3 coisas que aprendia ela, ela aprendi 7 ou 8 e a medida que eu ia descobrindo mais e mais sobre ela eu mais notava que éramos como água e vinho, mas isso não era mau, pois eram estas nossas diferenças que nos adorávamos e foi por isso mesmo que decidimos dar o nó.
O Casamento foi numa quente tarde de verão e estavam presentes todos os parentes, desde o mais novo dos primos até ao tio-avó Guilherme de 97 anos, foi uma grande festa e o primeiro dos muitos dias felizes que eu nunca esquecerei.
Mas uma coisa eu confesso até este dia eu não intendo, porquê que ela escolheu este tótó.
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